Juros da economia baixo é sinal de crédito barato?

Olhando alguns dados sobre o crédito no Brasil, observamos que mesmo com a Selic (taxa de juros) em seu menor patamar histórico, ela não é refletida sobre os juros que o cidadão paga quando contraem um empréstimo pessoal ou um financiamento.

Outro custo, além da taxa de juros, são os seguros e tarifas que variam de banco para banco e o famoso IOF ( imposto sobre operações financeiras ) que é de 0,38% do valor total do empréstimo adquirido.

Em momentos de crise, é verdade que o risco sobre o crédito aumente por conta das incertezas da economia mas se olharmos a série histórica de juros sobre o crédito pessoal desde 2016 onde começou se o ciclo de queda na Selic, verificamos ainda que o spread bancário ( lucro do banco ) tem uma margem muito alta mesmo com a Selic em queda encarecendo o crédito.

Comparando a média internacional, essa anomalia só acontece no caso brasileiro onde os 3 grandes bancos como : Itaú, Bradesco, Santander concentram quase 85% da carteira de crédito nacional.

Um dos motivos pra essa anomalia se deve ao fato de termo também uma taxa de inadimplência muito alta deixada pela crise de 2014 a 2016, totalizando um alto desemprego na população e portanto aumentando os defaults (calotes).

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