A forma sistêmica de corrupção na política brasileira

Em virtude de uma sociedade totalmente polarizada, esse texto serve como uma análise de como chegamos nesse cenário de decadência e descrença nas instituições democráticas brasileiras. Segundo o índice de percepção de corrupção (IPC) um estudo que mede a perspectiva de pessoas sobre a corrupção no país, o Brasil sempre tem uma posição negativa no ranking sendo considerado um dos países mais corruptos do mundo.

É de se esperar que uma nação onde o modo de fazer politica sempre se perpassa por um jogo de soma zero onde só a um ganhador e esse ganhandor sempre foi aqueles que detinham e detém o poder não mão.

Analisando toda história política brasileira, percebe-se que esse não é um fato que foi construído por nós oriundos dessa terra e sim desde quando as caravelas ancoraram em Salvador.

Basta lembrarmos como foi que os portugueses conveceram os índios a explorar sua terra, com escambos de quinta categoria e até mesmo utilizando-se da violência.

Parafraseando um economista e cientista social, Celso Furtado ” Não foi a sociedade brasileira que criou o Estado, foi o Estado que criou a sociedade brasileira.” Ele descreve numa frase que foi terceiros que realmente participaram da viabilidade de o Brasil se chamar Brasil até porque a independência não partiu de um homem genuinamente brasileiro.

A corrupção no Brasil não tem partido ou ideologia, é um erro achar isso. ela se agarra na estruturas do poder onde tal lugar é imerso de interesses apenas particulares.

Pois a uma deformação no sistema político que é o Patrimonialismo no Estado brasileiro, termo que Raimundo Faoro utiliza pra descrever como é forma de fazer politica em território nacional.

Onde setores da sociedade que tem um poder econômico e social muito elevado utiliza-se de sua influência para se conectar com o Estado para a manutenção de privilégios dando em troca apoio financeiro para a perpetuação do poder do patronato (a classe política).

A um entrelaçamento entre enteresses privados e público onde só um lado da história é ouvido e o bem publico fica de fora dessa conversa.

Tendo em vista esse ciclo vicioso, cabe a nós como sociedade civil refletirmos se é esse o jeito que queremos a politica do nosso país. Pensarmos em algo mais sofisticado é fundamental para sair dessa mazela.

Talvez outro sistema politico, eleitoral, uma reforma política e do Estado, diminuindo o poder das corporações que fazem pressões no poder central que é o Executivo.

Esse artigo não tem o intuito prescritivo e sim descritivo da situação brasileira que é tão cruel e dramático. O debate sobre o futuro que desejamos como nação passa por uma enorme reflexão sobre como funciona a máquina pública de hoje e quanto mais cedo fizermos, melhor será.

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