O interminável debate sobre o papel do Estado na economia

De tempos em tempos ou crise após crise sempre surge no debate público essa seguinte questão, só que de uma forma completamente preconceituosa onde há um dilema entre Estado vs Mercado.

Na literatura econômica convencional atual, não há um autor sequer que repudia a ação do Estado nacional sobre a economia. Esse dilema é falso pois sabe-se que não a mercado sem Estado e vice versa. O debate é mais profundo e se dá na forma, ou melhor dizendo, na qualidade da intervenção estatal sobre a economia.

Até porque qualquer economia do mundo se faz política monetária, logo há uma intervenção do governo sobre as taxas de juros de curto prazo, as chamadas operações de open market (compra e venda de títulos públicos pelo BC).

Sabendo desse consenso, agora sim vamos olhar pra parte das divergências, que não são poucas, pois muitos pontos os dados acabam não resolvendo algumas questões abertas da vida humana.

A divergências econômicas se dá no campo das escolas macroeconômicas que regem o pensamento de um economista, essa é a principal diferença de um economista para outro.

São muitas escolas que existem na macroeconômica e por isso muitas divergências. Algumas das escolas são: New keynesiana e Neo clássica, Pós keynesiano, New Safriana, New Ricardiana e etc.

Dito isso, ainda há uma outra grande divergência sobre qual é o melhor método de pesquisa para formular suas teorias que é a pesquisa ortodoxa ( baseada em equilíbrios de mercados e formalização matemática) e a pesquisa heterodoxa ( baseada na metodologia histórica dedutiva).

Mas ambos os lados da pesquisa comprovam e defendem que o Estado tem um papel importante seja decidindo quais são as regras econômicas do jogo e cumprindo sua função social que é a transferência de renda (vide Bolsa Família), a saúde, e a educação básica para toda a população para expandir e melhorar o capital humano da sociedade.

E é assim que se dá o debate acadêmico dentro dos centros de pesquisa nas universidades (USP, FGV, MIT, Harvard, e etc). Sem jargões, mas olhando e tendo em vista uma visão mais técnica e apurada sobre os assuntos, como por exemplo: “se o Estado intervir nesse determinado setor, isso vai ser benéfico ou não para a sociedade?” ou “qual é o impacto de tal política pública no Brasil ?”

Analisando ponto a ponto, detalhe por detalhe cada indicador: multiplicadores fiscais, custo de oportunidades, defasagens, custo financeiro, tudo isso é levado em consideração para a construção e formulação de um argumento ou de uma ideia na academia.

E o mais importante desse assunto, retomando as linhas iniciais desse texto, é que a grande função dos economistas para a sociedade é exatamente essa: estudar os casos que os mercados são menos eficientes e assim elaborar quais são as melhores formas de intervenção na economia. Intervenção forte ou fraca do Estado em determinado setor.

Pois quando o mercado funciona de uma forma correta, não há do que reclamar e sim deixá-lo trabalhar.

REFERÊNCIAS : Gregory Mankiw. “Introdução a economia”.

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