As novas soluções para os músicos em quarentena

Não é segredo para ninguém que ser artista não é um caminho fácil. É um caminho cheio de lutas e obstáculos para que você possa finalmente viver da arte e fazer dela profissão. Diante dessa pandemia que assombra a maior parte da população mundial, muitos músicos — nacionais e internacionais — tomaram para si a responsabilidade de cuidar do seu público, prezando pelo bem-estar e prevenção.

Grandes artistas internacionais, como bandas e cantores com legiões de seguidores, precisaram urgentemente cancelar ou adiar seus espetáculos. Temos como exemplo Tarja Turunen, intitulada Deusa do Metal, que prontamente se dispôs a adiar seus concertos na Europa, que aconteceriam neste mês e no próximo, para o fim do ano ou então imediatamente reembolsar os fãs descontentes. Vemos também o grupo Metallica e Amy Lee, vocalista do Evanescence, que cancelaram todas as apresentações e agraciaram o público com apresentações ao vivo e sem público pelas redes sociais.

Mas e os artistas locais, que dependem de seus espetáculos para sobreviverem? Artistas cuja renda depende de suas apresentações? Alguns optaram por aulas online, recebendo pagamentos por videoaulas e videochamadas entregando seus conhecimentos aos alunos.

O empresário e músico Felipe Simmons Mendes, que lidera bandas tributo para Kiss e David Bowie e impressiona com seus shows acústicos solo e acompanhados, começa a planejar um serviço de Streaming inteiramente voltado para os shows de rock para crianças, junto com seu projeto Rock for Kids, trazendo uma solução inovadora e diferenciada para o problema sem deixar de levar cultura e diversão a seu público.

Enquanto alguns procuram soluções alternativas para trabalhar, temos músicos iniciantes enfrentando o obstáculo da interrupção das aulas. Algumas escolas de música encontraram soluções alternativas, como a Allemande, escola tradicional e muito conhecida do bairro de Santana, que migrou todas as suas aulas para o sistema de Ensino à Distância, conseguindo manter a eficiência das aulas particulares de canto e instrumento e desenvolvendo um sistema inteligente para as aulas em grupo, que englobam, mas não se limitam a Teoria, Percepção e Leitura Musical.

Embora muitos digam que a quarentena está sendo um problema generalizado, é fato que o país não pode parar e estes empreendedores visionários estão revolucionando a arte e abrindo caminho para novos nichos de trabalho e dando exemplos para novos músicos que estão por vir. Resta saber até quando a inovação será necessária e se o isolamento será uma barreira tão grande assim para os novos artistas que ainda não se inseriram no mercado.

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